segunda-feira, setembro 28, 2009

Parabéns!

Tem coisa pior do que dar os parabéns a alguém?
Você liga no dia do aniversário e diz “Parabéns, que Deus te abençoe... bla, bla, blá”. A pessoa do outro lado, ou está constragida ou está de saco cheio de responder as mesmas coisas: “Sim, obrigado!”. Ninguém liga no dia das mães, dos pais, das avós (porque agora existe dia da avó, sabia?) e diz “Deus te abençoe, tudo de bom, muitas felicidades... parabéns!”. Pelo menos eu nunca faço e não conheço quem faça. Dia das mães e afins só são válidos para reunir a família ao redor da mesa, comer cozido ou feijoada e falar mal daquela nora ou cunhada lindíssima que morremos de inveja. Aniversário não. Se você não liga e deseja os parabéns, além de passar por mal educado ou na melhor das hipóteses, esquecido, não será convidado para a festinha entre amigos que o aniversariante esta fazendo e só irá chamar aqueles que ligaram para desejar-lhe parabéns.
Decididamente dar os parabéns é um ato insuportável, mas necessário.

quarta-feira, setembro 02, 2009


"Não tenho certeza das coisas que já vivi, quanto mais das que não vivi, meu amor!". Meu namorado estava do meu lado jogando PlayStation3 quando perguntei se ele tinha certeza sobre algo que não me recordo agora (não tenho memória curta!). Ele parou, olhou para mim de um jeito desconfiado e largou essa. Foi brutal. Como alguém não tem certeza do que já viveu? Acordo todos os dias, como, leio, escrevo, durmo de novo, brinco com minha filha, faço coisas rotineiras como tomar banho, escovar dentes e nada disso, hoje, me da a certeza da vida. Não tenho certeza. Olha só! Não tenho certeza! Acho que ele percebeu a confusão mental que ele me causou. Escrevi esta frase na parede do meu quarto para jamais ter que esquecer isso - tem várias frases, pensamentos e poesias na parede do meu quarto. Hoje acordei diferente e fui caminhar. Caminhar é certeza. Se tudo que se vive é incerto, caminhar é certo. Pra frente sempre. Decidi não buscar as certezas, prefiro viver as incertezas. Por enquanto, fico por aqui, incerta... mas feliz por nunca ter alimentado minhas incertezas antes. Acho que meu namorado vive uma luta diária.



Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada. Clarice Lispector


terça-feira, agosto 18, 2009

Medo

Gosto dos textos q não são meus.
Estou no processo de escrita do meu livro e isso, por mais estranho que pareça, está me roubando as ideias.
Escrever aqui esta sendo uma tarefa realmente difícil. Mas em breve começarei a publicar trechos do livro.
Por hoje, Martha Medeiros de presente para vocês.

"(...)Medo do escuro? Já tive, hoje não. Medo de avião? Nenhum. E no entanto, eu sinto um medo asfixiante, um medo que não consegui explicar porque não é um medo catalogado, não é assim como um medo de cobra, trovão, sequestro. Eu teria medo de saltar de pára-quedas, eu acho, mas isso nem se compara com o medo que sinto de mim. É como se fosse uma claustrofobia, como se eu fosse uma espécie de elevador. Um elevador enorme, com fundos falsos, alçapões, paredes como as dos filmes de James Bond, que com um toque se abrem e revelam uma biblioteca ou uma sala cheia de armas. Eu me conheço e ao mesmo tempo sei que posso me surpreender a qualquer momento. Tenho medo de não conseguir manter minhas idéias, meus pontos de vista, minhas escolhas. A minha cabeça é como um guarda que não permite que eu estacione em local algum. Eu fico dando voltas e voltas e voltas no meu cérebro e quando encontro uma vaga para ocupar, o guarda diz: circulando, circulando... Você está me entendendo? Eu não tenho área de repouso. Raramente desligo, e quando isto acontece, não dá nem tempo de o motor esfriar.
[...] Não chego a temer a loucura, no fundo a gente sabe que ninguém é muito certo. Eu tenho medo é da lucidez. Tenho medo dessa busca desenfreada pela verdade, pelas respostas. Eu me esgoto tentando morder meu próprio rabo. Quando estou acostumando com uma versão de mim mesma, surge outra, cheia de enigmas, e vou atrás dela. Tem gente que elege uma única versão de si próprio e não olha mais pra dentro. Esses é que são lunáticos. Eu, ao contrário, quase não olho pra fora. Ok, eu sei que jamais vou derramar um copo de cerveja na cabeça de um homem, nem vou sair nua pelos parques protestando contra o uso de casacos de pele. Eu nunca vou fazer uma extravagância, e é isso que me assusta, que uma piração de vez em quando pode ser muito bem vinda. Você me entende? Eu não tenho medo de perder o senso. Eu tenho medo dessa eterna vigilância que me impede de falhar. [...] O que me amedronta é essa insistência de me enfrentar."
[Trecho do livro "Divã" da Martha Medeiros].


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segunda-feira, agosto 03, 2009

Queria ter preparado um post especial, cheio de informações maravilhosas, de pensamentos filosóficos... mas não o fiz.
Meus dias não são assim. Não planejo nada neles. Nunca acordo sabendo a certo o que vou fazer. Apenas acordo e vivo. E a vida é isso.
É o inesperado. São os encontros por acaso, são os desencontros, a vida é o amor não correspondido, a carta de amor não lida, a música preferida ouvida e centenas de milhões de vezes (até perder o sentido de ouvir); a vida é o questionamento diário, é a conversa com Deus, é o esquecimento, a lembrança, é a incerteza.
A vida é isso.
Simples assim.
O objetivo dela é apenas vivê-la.
Com intensidade, com mestria, com resposabilidade, com amor.
Minha vida é assim. Devagar e intensa.
Eu não podia mesmo ter programado um post formidável. As coisas formidáveis em minha vida nunca conseguiram ser definidas por palavras para que pudessem serem escritas.


"Prefiro escutar a filosofia do silêncio fecundo - a ouvir a sociologia do ruido estéril..." (Huberto Rohden - Livro: De Alma para Alma - indico, indico, indico!!!)




Música: Éo que me interessa - Lenine
http://www.youtube.com/watch?v=LOI60Nh-Vog&feature=related









bjomeligaemeseguenotwitter





;)

domingo, julho 26, 2009

Gosto de publicar trechos de livros que li.
Sinto que qdo releio me reencontro. É um processo delicioso. A descoberta. O despertar.
Ainda falando da Elegância do Ouriço, pq ainda n li nada tão bom qto... resolvi compartilhar um trecho que que fala desse processo do despertar.
Não me recordo muito bem qdo minha consciência despertou... acho até aque ainda estou no processo. Na busca.

"Acredita-se erradamente que o despertar da consciência coincide com a hora do nosso primeiro nascimento, talvez porque não conseguimos imaginar outro estado vivo além desse.
Parece-nos que sempre vimos e sentimos, e, apoiados nessa crença, identificamos na vinda ao mundo o instante decisivo em que nasce a consciência. Que durante cinco anos uma garota chamada Renée, mecanismo perceptivo operacional dotado de visão, audição, olfato, paladar e tato, tenha vivido na perfeita inconsciência de si mesma e do universo é um desmentido a essa teoria apressada. Pois, para que a consciência surja, é preciso um nome.
Ora, pela força de infelizes circunstâncias, parece que ninguém tinha pensado em me dar o meu.
"E esses olhos tão bonitos", me disse também a professora, e tive a intuição de que ela não mentia, que naquele instante meus olhos brilhavam com toda essa beleza e, refletindo o milagre de meu nascimento, cintilavam como mil fogos." (p. 44)


Não consigo explicar a maneira com q Muriel fala comigo. É de uma forma nova, sempre q a leio.
Sempre um tapa na minha consciência quase alienada.

Indico, indico, indico..... sempre.



Bjos infinitos,

D.C.

quarta-feira, julho 22, 2009

Tabacaria - Álvaro de Campos (Fernando Pessoa), 15-1-1928


    Não sou nada.
    Nunca serei nada.
    Não posso querer ser nada.
    À parte isso,
    tenho em mim todos os sonhos do mundo.

    Janelas do meu quarto,
    Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
    (E se soubessem quem é, o que saberiam?),
    Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
    Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
    Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
    Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
    Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
    Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

    Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
    Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
    E não tivesse mais irmandade com as coisas
    Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
    A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
    De dentro da minha cabeça,
    E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

    Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
    Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
    À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
    E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

    Falhei em tudo.
    Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
    A aprendizagem que me deram,
    Desci dela pela janela das traseiras da casa.
    Fui até ao campo com grandes propósitos.
    Mas lá encontrei só ervas e árvores,
    E quando havia gente era igual à outra.
    Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

    Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
    Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
    E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
    Gênio? Neste momento
    Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
    E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
    Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
    Não, não creio em mim.
    Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
    Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
    Não, nem em mim...

    Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
    Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
    Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
    Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
    E quem sabe se realizáveis,
    Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
    O mundo é para quem nasce para o conquistar
    E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
    Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
    Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
    Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
    Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
    Ainda que não more nela;
    Serei sempre
    o que não nasceu para isso;
    Serei sempre só
    o que tinha qualidades;
    Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
    E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
    E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
    Crer em mim? Não, nem em nada.
    Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
    O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
    E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
    Escravos cardíacos das estrelas,
    Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
    Mas acordamos e ele é opaco,
    Levantamo-nos e ele é alheio,
    Saímos de casa e ele é a terra inteira,
    Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

    (Come chocolates, pequena;
    Come chocolates!
    Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
    Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
    Come, pequena suja, come!
    Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
    Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
    Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

    Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
    A caligrafia rápida destes versos,
    Pórtico partido para o Impossível.
    Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
    Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
    A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
    E fico em casa sem camisa.

    (Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
    Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
    Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
    Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
    Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
    Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
    Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
    Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
    Meu coração é um balde despejado.
    Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
    A mim mesmo e não encontro nada.
    Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
    Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
    Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
    Vejo os cães que também existem,
    E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
    E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

    Vivi, estudei, amei e até cri,
    E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
    Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
    E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
    (Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
    Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
    E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

    Fiz de mim o que não soube
    E o que podia fazer de mim não o fiz.
    O dominó que vesti era errado.
    Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
    Quando quis tirar a máscara,
    Estava pegada à cara.
    Quando a tirei e me vi ao espelho,
    Já tinha envelhecido.
    Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
    Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
    Como um cão tolerado pela gerência
    Por ser inofensivo
    E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

    Essência musical dos meus versos inúteis,
    Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
    E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
    Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
    Como um tapete em que um bêbado tropeça
    Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

    Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
    Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
    E com o desconforto da alma mal-entendendo.
    Ele morrerá e eu morrerei.
    Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
    A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
    Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
    E a língua em que foram escritos os versos.
    Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
    Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
    Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

    Sempre uma coisa defronte da outra,
    Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
    Sempre o impossível tão estúpido como o real,
    Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
    Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

    Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
    E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
    Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
    E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

    Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
    E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
    Sigo o fumo como uma rota própria,
    E gozo, num momento sensitivo e competente,
    A libertação de todas as especulações
    E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

    Depois deito-me para trás na cadeira
    E continuo fumando.
    Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

    (Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
    Talvez fosse feliz.)
    Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
    O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
    Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
    (O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
    Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
    Acenou-me adeus, gritei-lhe
    Adeus ó Esteves!, e o universo
    Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

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Fernando Pessoa inebria-me!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!





Quem quer me conhecer, leia Pessoa!



;)

quinta-feira, julho 16, 2009

A Elegância do Ouriço

O livro que estou lendo atualmente (L'Amant - Marguerite Duras) realmente não conseguiu chegar aos pés do que li anteriormente.
'A Elegância do Ouriço' da escritra francesa Muriel Barbey, me deixou extasiada. Completamente apaixonante. Um livro lindo de tirar o fôlego. Filosófico, humano, lindo. Uma nova maneira de encarar a vida. Coisa simples como ter um gato, ler um bom livro, assistir um bom filme, cuidar de camélias, vira algo encantador neste livro.
Muriel foi surpreendente. Ela falou de Marx à Tolstoi de uma forma sensivel e peculiar.
Recomendo. É uma leitura densamente deliciosa.

Sinto falta de bons livros.
Tenho um amigo escritor (no entanto ele ainda n publicou livros!), que tem uma escrita fascinante. Talvez ele ainda não saiba disso... mas tenho certeza de que quando o livro dele sair, vai ser a minha leitura mais esperada.
Meu amigo, preciso ler você!!

Enquanto o livro que vai me hipnotizar não chega a minha prateleira, fico na espera angustiante de um livro tão bom quanto 'A Elegância do Ouriço'.

Alguém tem aí um bom livro??

;)

quarta-feira, julho 08, 2009

As vezes acho, sinceramente, muito chato escrever em blog.
Essa coisa de ter um diário nos faz ter uma obrigação diária.
Mas tudo bem.
Tô aqui de novo.
Deve ter dado saudade.

Queria compartilhar com vcs uma experiência q tenho vivido com Deus.
Estou desempregada à uns meses e as portas simplesmente não se abrem. Alguém já passou pelo vale? Pois é! É no vale que conhecemos Deus e temos experiências sobrenaturais.
Deus tem cuidado de mim de uma forma poderosa. E mesmo sem emprego, Deus tem me abençoado e não tem deixado faltar absolutamente nada. Ai alguém deve estar pensando: "Ah, meu bem, qtos vivem isso?" Sei q muitos. Mas minha pergunta-resposta é: Quantos estão realmente com suas vidas nas mãos de Deus?
Colocar-se nas mãos do Senhor dos Exército não é uma tarefa fácil. É depender completamente d'Ele. É acordar sem a certeza do dia q virá e dedicar tempo em adoração pelo simples fato de amar ao Senhor. Ai sim, Deus verá nosso coração e as experiências serão visíveis.
Deus realmente me ama.
Eu tropeço, as vezes até caio.
Eu desvio, as vezes até demoro a voltar.
Mas Deus não tira os olhos de mim. Ele é fiel!

Deus está me ensinando a não tirar os olhos d'Ele e sei q qdo meu coração de serva for tratado, no momento certo, minha benção vai chegar.

Vc tbm tá assim? Alguma situação em sua vida ainda não foi resolvida? Tá esperando por emprego, casamento, uma causa na justiça?
Deus está tratando o seu coração.
Clame ao Senhor!!

Deus te abençoe em nome do nosso Senhor Jesus Cristo!!

Bjos infinitos,
D.C. ♥